sexta-feira, 26 de abril de 2013

26/04/2013

Meu amor,


É difícil para mim, por vezes, demonstrar-te o meu apoio ou mesmo apresentar-te uma solução para os teus (aliás, nossos) problemas. Não sou nenhuma santa milagrosa, nem sou a sábia Wikipédia portátil que tanto gostas de fantasiar que sou.

Não sei lidar com os meus próprios obstáculos, quanto mais com os dos outros... Não quero que penses com isto que te considero um "outro" qualquer, eu é que não tenho essa capacidade. A única e triste coisa que sei fazer é aparecer, ainda que, só por 60 minutos. Depois tu desabafas, eu ouço e no fim faço uma palhaçada qualquer, forçando uns sorrisos para te tentar proteger das tuas tormentas. Imagina uma almofada térmica: o meu calor converte-se num conforto temporário para enganar as tuas dores. No fim, quando o meu calor se esgota, ficamos os dois doridos a pensar em silêncio na vida injusta que levas.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

07/08/2012

"Começo a aperceber-me do quanto ele é importante na minha e para a minha vida. Não sei se todas as pessoas têm a capacidade para me conhecer tão rapidamente e com tanta eficácia."

Até pode haver, mas deve ser raro... Torna então ainda mais fascinante ter encontrado uma dessas pessoas e conseguir nutrir um sentimento mútuo. Estou enternecida contigo e imensamente grata de poder estar a teu lado. Já foram tantos os momentos que inovam e renovam a minha perspectiva de encarar o mundo.

Saber que não posso estar contigo dá comigo em louca, nem a melhor das distracções me faz parar de pensar em ti. Aliás, só me recorda ainda mais que estou a a tentar abstrair-me de tudo por ti, porque te amo e porque acima de tudo queria que as coisas pudessem ser de outra forma.

Não sendo possível, vou tentando inventar mais coisas para tentar pensar ainda mais em ti.


PR

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Boas-vindas

Voltei ao mundo das palavras. Aliás, nunca as tinha deixado, apesar de estar quase convicta disso. Chamei-lhe "500 metros", pois é esta a distância que separa a casa onde durmo e a casa onde dorme o meu coração. Pergunto-me como é que só agora, as nossas moradas se encontraram. Foram tantas as vezes que passei por ti, que não te atribuí significado.

Agora não é bem assim...

Apaixonada, convertida, completamente absorvida e dedicada a ti, deixo aqui algumas memórias. Pensamentos tão entranhados e viscosos que escorrem lentamente pelos meus braços, exigindo serem redigidos para mais tarde alguém os ler, recordar ou reflectir sobre eles.


É desta, tenho a certeza.

PR